
| Sugestões de pautas sobre violência contra a mulher | Array Imprimir Array |
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Se você escreveu uma reportagem sobre violência contra a mulher - não importa se a partir ou não de uma das pautas aqui sugeridas - envie para o Portal: Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. Onde está e como vive o jornalista Pimenta Neves? O direito ao aborto no caso de violência sexual Mais informações: Simone Diniz ( Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. ), médica do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde, fone (11) 3812-8681. Como a violência doméstica afeta as crianças? Estudo feito entre 2000 e 2001 pelo Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo mostrou que os filhos de 5 a 12 anos criados em famílias em que a mulher é submetida à violência apresentam mais problemas, como pesadelos, chupar dedo, urinar na cama, ser tímido ou agressivo. Na cidade de São Paulo, as mães que declararam violência relataram maior repetência escolar de seus filhos de 5 a 12 anos; e na Zona da Mata de Pernambuco houve maior abandono da escola. Mais informações: Ana Flávia d’Oliveira ( Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. ), pesquisadora do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP, fones (11) 3066-7085 / 3066-7094; e Malvina Muszkat ( Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. ), psicóloga do Pró-Mulher, Família e Cidadania, fones (11) 3812-4888 / 3816-6592. Mulher pode acusar marido por estupro? Ninguém é obrigado a se envolver num ato sexual contra sua liberdade. Em tese, portanto, não há dúvida que o marido pode ser sujeito ativo do crime estupro contra a própria mulher, diz o advogado Luiz Flávio Gomes, em artigo na Agência Carta Maior. Na doutrina, nos dias atuais, é praticamente unânime a admissibilidade do delito de estupro pelo marido contra a mulher. A violência vivida por mulheres de militares Uma matéria que aborde a violência física e também psicológica sofrida por esposas de militares. Muitas sofrem este tipo de violência em silêncio por viverem com seus maridos longe de familiares, não terem emprego, profissão definida ou renda própria e por não contarem com apoio dentro das forças militares, que procuram abafar os casos, buscando preservar a falsa aparência de que as famílias estão sólidas e tranqüilas. O custo social e também econômico da violência doméstica Segundo dados do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento: · Um em cada 5 dias de falta ao trabalho no mundo é causado pela violência sofrida pelas mulheres dentro de suas casas. Outras sugestões Como é o cotidiano de uma casa-abrigo de mulheres que sofreram violência. Reportagem ilustrada com algumas histórias sobre como era a vida delas antes e o que aconteceu depois de passar pelo abrigo. Mais informações: ONGs que trabalham com a violência contra a mulher Como as mulheres reagem ao assédio sexual no trabalho? Alguma coisa mudou desde que isso se tornou crime? (Veja a lei em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/ LEIS_2001/L10224.htm) O que mudou (ou não mudou) com a lei 11.340 (Lei Maria da Penha), que tipifica a violência doméstica? Leia a íntegra em http://www.violenciamulher.org.br/apc-aa-patriciagalvao/ home/noticias.shtml?x=445 O que mudou (ou não mudou) com a lei 10.455, que determina o afastamento do agressor? Leia a íntegra em https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/2002/L10455.htm Uma reportagem que mostre que a violência doméstica atinge mulheres de todas as classes, raças/etnias, idades e graus de instrução. Por que muitas mulheres espancadas não denunciam o agressor? Por que muitas vezes as mulheres que denunciam retiram a queixa na delegacia? O que acontece depois com essas mulheres e os agressores? Por que muitas vezes a mãe é omissa ou cúmplice da violência sexual praticada pelo pai ou padrasto contra a menina?
Uma reportagem abordando como, em alguns casos, questões socioculturais, como exigência de uso de preservativo, "desobediência" da mulher ou sua recusa em praticar sexo, têm sido usadas como justificativa para a violência? Uma matéria abordando a violência do ponto de vista dos homens agressores. Por que muitos acham que a violência é a melhor forma de resolver os conflitos? É verdade que o homem violento apanhou ou presenciou violência dentro de casa quando pequeno? Uma reportagem mostrando casos em que as mulheres revidam a agressão recebida Uma matéria que mostre casos de policiais que são cônjuges agressores
(conforme relato da advogada Simone C. Silva, da União de Mulheres de São Paulo) Gilmárcia Ferreira dos Santos, de 28 anos, doméstica, nasceu em Minas Gerais na cidade de João Monlevade. Deixou dois filhos. Ela era moradora de um conjunto habitacional em Itaquera, São Paulo, residência da qual era proprietária. Fazia trabalhos domésticos e por inúmeras vezes havia sido vítima de violência impetrada pelo companheiro, Rodrigo Pereira dos Santos. As agressões eram de conhecimento público, fato que a aproximou das mulheres que residiam na região e a socorreram diversas vezes. Tudo começou quando Gilmárcia foi morar com seu companheiro Rodrigo, ficou grávida e teve o filho. Durante um período de aproximadamente três anos ela viveu todo tipo de violência: psicológica, moral, física, doméstica e sexual. Em uma das vezes em que foi agredida Gilmárcia, após ter sido socorrida, registrou um Boletim de Ocorrência. Mas no dia da audiência a família dele a obrigou a retirar a queixa ameaçando tirar-lhe a guarda de seu filho menor. No período entre a queixa e a audiência, o agressor não mais a agrediu. Aguardou apenas a retirada da queixa para assassiná-la. Rodrigo matou Gilmárcia no dia 19 de dezembro de 2001, com requintes de crueldade: esfaqueou, mordeu e a violentou com objetos, vassoura, faca etc. Os vizinhos testemunharam e não se meteram na briga de marido e mulher, embora já conhecessem a periculosidade da relação. No dia seguinte, no período da manhã, ele permaneceu no local, deu banho em Gilmárcia, uma vez que se encontrava em estado lastimável, e chamou uma vizinha dizendo que achava que Gilmárcia não estava bem. Na realidade ela estava morta, com parte do corpo mutilado e violado. No dia 5 de maio de 2004 o caso iria ser levado a júri popular no Fórum da Penha, em São Paulo, mas o julgamento foi adiado em virtude de o réu ser considerado “indefeso”, isto é, sem representação judicial, uma vez que o advogado dele apresentou uma defesa breve (apenas 10 minutos) que foi considerada muito fraca e as testemunhas dele foram impugnadas. Mais informações com a advogada Simone C. Silva ( Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. ), da União de Mulheres de São Paulo, fone (11) 3106.2367.
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